[ editar artigo]

Phygital é o novo normal

Phygital é o novo normal

Um dos conceitos trazidos pelo curso da Mlabs é o de vida "ON-LIFE 360". Termo que descreve hábitos que vão além do online ou do offline, porque afinal, não nos conectamos apenas por um ou outro meio, mas nos intercambiamos entre eles o tempo todo. 

O simples hábito de mexer no celular e almoçar com a família (não que isso seja recomendável) é um recorrente exemplo de que a distância entre os dois mundos, tão visível e clara como foi nos longínquos primórdios da Internet (anos 90), não existe mais. 

Globalmente, o termo que tem se concretizado nesse mesmo sentido é o de Phygital, formado pela contração das palavras physical e digital. Isso quer dizer que a demarcação entre o que é físico e o que é digital está se apagando em prol de ofertar uma experiência única para o consumidor.

Tecnologias como o QR code, RFID, NFC (Near Field Communication) e realidade aumentada são algumas das que são usadas para aprimorar a experiência física. Que tal visitar uma loja em que a compra é online, apesar de você estar presencialmente experimentando o produto?  Isso já ocorre quando, por exemplo, compramos uma reserva de hotel pelo booking estando no sagão do mesmo hotel, por uma questão de preço. De todo modo, ao pagarmos com cartão já estamos digitalizando a transação... Compra offline hoje em dia seria, em sentido restrito, apenas o pagamento em dinheiro... Ocorre que vai ficar cada vez mais difícil responder a pergunta sobre se a compra foi "na loja" ou "fora da loja". Imagina o trabalho dos legisladores ao escrever as novas leis de defesa do consumidor...

Em outros setores como o da educação, o phygital também deve realizar mudanças (especialmente pós-pandemia) em que podemos imaginar um ensino não apenas online ou exclusivamente presencial, mas uma mistura em que os alunos se encontram de maneira especial para debater os materiais apreendidos online e vice-versa (de forma efetiva).

Nas redes sociais, cada vez mais temos que levar em conta que a experiência do usuário se dá nas duas frentes. Não adianta apenas divulgar-se nas redes e nunca participar de um evento com a marca ou de entregar experiências "reais" aos amantes do seu serviço. 

Melhor nem imaginar quando chegar a Internet das Coisas. Daí, esse papo aqui vai ser tão natural e óbvio, como se viesse de um tempo longínquo... dos primórdios das redes sociais. 

 

Ler conteúdo completo
Indicados para você