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O que aprendi reformulando as redes sociais de uma assessoria de imprensa

O que aprendi reformulando as redes sociais de uma assessoria de imprensa

Quando comecei a gerenciar os canais da assessoria de imprensa em que trabalho, algo ficou evidente: a comunicação se interliga com tantos outros suportes que pode ser difícil de acompanhar. Cada dia surgem novos métodos, formatos e tecnologias e, nesse contexto, o aprendizado é mesmo constante. E, assim, os negócios também precisam se adaptar frequentemente.

Veja a minha experiência. A empresa em que trabalho já está há 8 anos no mercado e é reconhecida regionalmente. Contudo, mesmo estando presente nas principais plataformas de redes sociais, a presença digital da marca ficava menor. Fora isso, surgiam pessoas que não entendiam nossos serviços ou interpretavam como outro tipo de trabalho.

Sabendo que havia algo errado, a equipe parou para analisar os processos e conteúdos entregues. Percebemos, então, algumas incongruências e falhas na estratégia. Logo de cara, a postura da marca em seus canais digitais. A parte visual era muito corporativa, mas não seguia um padrão, a comunicação era muito distante do público e os conteúdos abordavam apenas trabalhos realizados, sem dar muitos detalhes. Fora isso, o engajamento com as pessoas era raro.

Porém, em outros tipos de ações – seja com os clientes, jornalistas ou influenciadores – a comunicação era leve, próxima, prestativa. Pensando sobre o DNA da nossa Brand Persona, constatamos que não fazia sentido manter as características utilizadas até aquele momento nas redes. Não nos representavam, não conversavam com as nossas Buyer Personas e não combinavam com o nosso propósito.

Estávamos ávidos em busca de entender como poderíamos reestruturar a marca. Então, surgiu o curso Social Media Exponencial, e uma luz se acendeu na minha mente. Esse processo de reformulação ainda está acontecendo, mas ao tentar aplicar algumas práticas das aulas já pude tirar alguns aprendizados.

Constância é tudo, mas só se for com o conteúdo certo

Postar sobre as entrevistas que os clientes concederam ou ações nas redações jornalísticas e com influenciadores digitais faz parte do cotidiano da assessoria de imprensa. Mas, só postar isso todos os dias não adiantou muito. As pessoas continuaram não entendendo o que fazíamos e, consequentemente, nem sabiam que precisariam dos nossos serviços.

Outra questão é que dessa maneira nenhuma jornada do consumidor é formada, porque o caminho está incompleto. Ao começar a testar algumas editorias – como dicas relacionadas ao nosso universo ou o UGC (User Generated Content) – percebemos o aumento do engajamento do nosso público-alvo, além dos clientes se sentirem estimulados a falar da nossa marca.

É preciso se preparar para o possível unfollow

O uso não planejado de hashtags e a realização de sorteios que não condiziam com a nossa marca trouxe seguidores “fantasmas”. Eles estavam ali, mas sem agregar em nada.

Quando começamos a postar os novos conteúdos essas pessoas começaram a sair. Todavia, outras apareceram e, dessa vez, já tinham uma ideia de quais conteúdos iriam receber.

Negócios diferentes, ritmos diferentes

É preciso ser realista. Todo o conhecimento que adquirimos sobre Social Media precisa ser adaptado ao contexto da empresa. Cada negócio tem recursos, tempo e equipes diferentes.

As mudanças acontecem gradualmente e os resultados, provavelmente, também virão assim. O importante foi traçar um planejamento dentro das nossas possibilidades e estabelecer um processo que também se encaixe conosco.

Afinal, não é questão de abraçar o mundo todo de uma vez só, e sim de acolher o seu público-alvo e despertá-lo para o seu propósito. E, só a partir daí, iniciaremos a tão esperada jornada.

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