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O futuro do marketing é movido pela inovação

O futuro do marketing é movido pela inovação

 

A pandemia acelerou o processo de transformação digital não só nas empresas, como no dia a dia de cada um, impondo mudanças de hábito e adaptações a uma nova realidade, marcada pelo distanciamento e incertezas. A sociedade abraçou o digital intensamente, ampliando o conceito “always on” - o qual define o comportamento das pessoas que tem acesso a um dispositivo online, e que incorporaram o hábito de usá-lo continuamente durante o dia, no intuito de complementar suas atividades no ambiente físico.

Atualmente, como consequência e evolução de toda essa transformação e das possibilidades que nos cercam - como o modelo híbrido, por exemplo - este conceito abriu espaço para o “phigital”. O termo que vem da contração das palavras physical e digital, destacando que o limite entre o físico e o digital está se fundindo em prol de uma experiência única. Isto significa que um canal não eliminou o potencial de interação ou de negócios do outro, pelo contrário, potencializou a integração entre estes dois mundos.

De acordo com a 42ª edição da pesquisa WebShoppers realizada pela e-Bit/Nielsen, houve um crescimento de 61% no faturamento das transações que integram canais físicos e digitais (“bricks and clicks”) no 1º semestre de 2020, se comparado contra o mesmo período do ano passado – totalizando mais de R$28 bilhões em transações com integração físico-digital. No mesmo período, o crescimento como um todo do e-commerce segundo a mesma pesquisa foi de 47%.

Tendo como princípio que a jornada de compra do consumidor de hoje não é linear, ou seja, o mesmo tem acesso a diversos tipos de informação, produtos e serviços, on-line, na palma da mão (com os dispositivos mobile) antes de qualquer tomada de decisão; é importante que as estratégias de comunicação e marketing direcionadas a ele também sejam complementares, integradas e fluidas. A mensagem precisa conduzi-lo em cada etapa de sua jornada, desde o despertar/do estímulo, passando pela descoberta/consideração, ação/conversão, experiência própria até a experiência compartilhada.

Neste sentido, ao fazer o planejamento de mídia, é importante considerar a experiência e o engajamento do cliente de forma única e atende-lo dentro de um contexto multicanal. Para isso é preciso conhecer de fato este cliente e, de preferência, de forma única e personalizada. A personalização é um grande trunfo na aquisição e fidelização do cliente, que espera ofertas cada vez mais direcionadas e que realmente agreguem valor ao seu estilo de vida.

No relacionamento com as marcas, é imperativo a construção da buyer persona e o mapeamento dos micromomentos de contato com o consumidor em sua jornada; quer seja através de dados próprios (pesquisas, focus group, netnografia, monitoramento das redes sociais e ferramentas de segmentação) ou de terceiros, para que mensagem tenha consistência, seja relevante e traga credibilidade ao emissor.

É preciso considerar a rotina do indivíduo (com foco em dores, dúvidas, necessidades e desejos relacionadas à proposta de valor da empresa) e a quais canais de mídia ele terá acesso durante seu dia, de que forma, em que contexto, por quanto tempo, com que motivação... Afinal, ele acessará as redes sociais a caminho do trabalho, assistirá às notícias na TV, lerá uma revista na sala de espera do seu dentista, fará compras pelo app do supermercado, passará por outdoors, busdoors e painéis digitais ao voltar pra casa e continuar sua jornada de consumo “always on”.

Ao considerar a estratégia de comunicação On-Life, o desafio é obter dados precisos, oportunos e holísticos. Como mencionado, não basta impactar o consumidor, é preciso fazer parte da vida dele. Por isso as marcas tem investido em campanhas de comunicação online e offline integradas; combinando a velocidade e a precisão do digital com o poder de construção de marca do tradicional, que tangibliza, humaniza e complementa o processo de adesão/compra em cada ponto do funil de vendas.

A experiência omnicanal imersiva da Lego, por exemplo, ressoa com os valores centrais da marca e de seus clientes, envolvendo-os nos momentos certos, com mensagens personalizadas e direcionadas em diversos canais: abrangendo lojas físicas, anúncios de TV, filmes Lego, um canal de marca altamente seguido no YouTube, parques temáticos, a realidade aumentada - para dar aos consumidores uma melhor compreensão do produto e como este poderia se encaixar em suas vidas - e muito mais. Essas múltiplas vias de engajamento permitiram que a marca conhecesse e se envolvesse com clientes fiéis de forma criativa, tanto offline quanto online. Essas iniciativas atraíram os consumidores de uma forma positiva e emocional, criando consciência e fidelidade à marca.

Marcas como Magazine Luiza, Heineken, Mc Donald’s, Nike, Cola Cola, Burguer King, Skol entre outras também apresentam cases de sucesso baseados nesta estratégia On-Life, criando experiências memoráveis e moldando uma nova dinâmica de mercado.

 


Tags: CX, Marketing Digital, Branding, On-Life, Estratégia

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Francine Gonçalves Silva
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Profissional de Marketing, entusiasta da inovação e tecnologia, focada na entrega da melhor experiência ao consumidor.

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