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Afinal, o que é ser social media?

Afinal, o que é ser social media?

Acabei o curso Social Media Exponencial com 36 páginas de anotações. O curso teve duração de 80 horas entre aulas e materiais adicionais transitou por todo o universo e preocupações da área de gestão de redes sociais. Ainda assim, essas páginas que escrevi são poucas se pensarmos nas mudanças constantes pelas quais  o universo digital passa diariamente. Ainda que eu conseguisse abordar todos os aspectos, falharia. Mas devo levar em consideração que ainda que pareça simples, “estar presente” nas redes sociais e na web não é tão fácil assim. 

Passar a mensagem correta requer uma série de passos a serem cumpridos. Estudo, planejamento, estratégia, monitoramento, experimentação, análise de dados e sensibilidade são um pouco dos ingredientes e parte do trabalho de um social media. O termo, que em tradução descreve mídias sociais, engloba um universo cheio de desafios e profissionais que se especializam não só em plataformas, mas em técnicas e muita pesquisa para alcançar as pessoas certas e gerarem uma boa lembrança de marca. 

Pensar em ser real, em humanizar a comunicação da marca e agregar com a produção de conteúdo é um dilema da profissão. Clientes muitas vezes objetivam likes e seguidores, estarem todas as redes sociais possíveis e ter resultados que muitas vezes são apenas métricas de vaidade. Mas afinal, como fazer diferente? 

O que parece muito simples começa com um estudo prévio. Quem seria a sua marca caso ela fosse uma pessoa? Quais lugares iria frequentar? Qual seria o seu tom de voz? Sua profissão? Sua idade? Pensar em arquétipos e construir os pilares da marca, bem como a brand persona são os estágios iniciais. 

Muitas empresas dão o start na produção de conteúdo online, pulando essa etapa e acabam fazendo coisas muito semelhantes às que já existem. A análise de concorrentes, também conhecida como benchmarking, é outra pesquisa que faz parte deste setup e que muitas vezes é considerada o norte para a comunicação de uma empresa. Ignorar essa etapa é outro erro de quem não entende ou não foca nos próprios diferenciais. Desenvolver personalidade de marca é essencial!

Precisamos também entender com quem a marca se comunica. Essas pessoas estão no Twitter? É efetivo e interessante estar presente no Instagram? Qual canal faz mais sentido para esse negócio? Quais são os hábitos de consumo e de vida do meu cliente? Quais são as dores do meu cliente? No que eu irei agregar além de produtos e serviços? 

Para quem faz parte de alguma forma da área da comunicação e do marketing é clichê e repetitivo afirmar que estamos nesses locais para nos relacionarmos com pessoas. Mas no dia a dia de um grande volume de trabalho, por vezes, esquecemos a necessidade de humanização da comunicação. E para humanizar e agregar é necessário mergulhar nos tipos de conteúdo e na psicologia entorno deles, na forma como as pessoas recebem e acessam essas informações e na jornada que o consumidor percorre dentro das plataformas para gerarmos conexões além de vendas. Buscamos por experiências reais, por pessoas reais e por conteúdos que gerem valor.

Construir editorias de conteúdo, objetivos de post, um calendário e otimizar o que é produzido através das técnicas de social media optimization também qualifica a mensagem. É importante também diversificá-la de acordo com cada canal e entender o momento do dia em que o post chegará até o receptor. 

Outro recurso utilizado para acelerar o processo de visibilidade do conteúdo é o social ads. Entrelaçar o conteúdo orgânico com a mídia paga também requer mais pesquisa, mais estudo para construção de públicos qualificados, mais monitoramento e levantamento de dados para acertar a frequência e a otimização de gastos. Ou seja, para todas essas etapas é necessário pesquisa e estudo. 

E nada de postar e sair correndo! A análise de resultado, o monitoramento e a elaboração e leitura de relatórios é a etapa determinante para entender o que está sendo produzido e qual o resultado. Ou seja,  o conjunto da obra vai muito além de stories diários e posts. Precisamos ser altamente humanos para gerar conexão e exatos para entendermos o resultado e os pontos de melhoria no que é produzido. 

Acabamos por construir uma parte da internet e preencher linhas do tempo, todos os dias. Podemos fazer algo muito útil e bom disso tudo se formos analíticos. Podemos ser também, quando atentos às respostas do que é emitido, vetores de modificação de comportamento de empresas no que se refere a propósito. Afinal, somos ponte de conexão entre consumidor e marca nas redes. 

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